Uma conversa de J. Verne com H.G. Wells

24 mar

Oi gente, td bem? Bom, mais uma vez tô postando aqui nos 45 do segundo tempo. Ahhh, pensando bem já nos acréscimos, como diria o Marquinho….rsrs. Bom, mas o Post de hj é especial. Faz dias que estou pensando nas obras do Júlio Verne e até já falei bastante sobre ele por aqui, mas hj tive uma surpresa ao visitar o blog J.Verne. Descobri que há exatos 106 anos o Júlio Verne partiu dessa pra melhor! Coincidência né? Até fiquei meio encucada com isso. Bom, mas vamos ao que interessa né? Descobrir isso só me fez ficar mais interessada nesse grande autor. Só tem um probleminha, nessas minhas EXPERIÊNCIAS IMAGINÁRIAS, que até hj não descobri diretio o que são, juro ter presenciado uma conversa do Júlio com o H.G. Wells, sabe, aquele do viajante do tempo. Bom, olha só a cara dele aí:

 Voltando ao assunto, o Júlio falava que o Wells era um pouco pessimista demais em relação a esse negócio de Ciência, afinal suas obras são um pouco pesadas, cheias de guerras, destruição e tal. Sabe que eu até tenho que concordar, pesquisei algumas coisas sobre as obras dele e elas realmente são cheias dessas imagens mais carregadas, meio fortes sabe. Até achei um desses filmes antigos pra mostrar pra vcs que é baseado em uma obra dele, se liga:

Mas voltando, na minha imaginação o Wells dizia para o Júlio que realmente via essas coisas de ciência e tecnologia com muito receio, tinha medo que um dia as máquinas dominassem o mundo. Já o Verne, achava que o problema não eram as máquinas, mas sim o uso que os homens faziam delas. Bom, fui falar sobre essa minha inquietação com a minha Mãe. Não demorou pra ela começar a falar sobre um filósofo alemão chamado Herbert Marcuse, de uma tal Escola de Frankfurt ,que ela gosta muito e inclusive sempre conversa bastante disso com alguns professores dela como a Vânia e o Tony. Esse marcuse  discutia justamente esse fascinio que a tecnologia exerce sobre a gente e o poder que os donos dela acabam tendo sobre os outros. Fiquei pensando nisso e acho que a bomba atômica ilustra bem o que estou dizendo, resolvi até colocar um vídeo aqui pra mostrar o quão cruel os homens podem ser:

Bom, vendo esse vídeo acho que o Wells ganha um ponto. Por outro lado, a ciência tb trouxe milhões de coisas boas para a humanidade, basta a gente pensar, por exemplo, em uma coisinha simples: a penicilina. Ela foi descoberta pelo Alexander Fleming e salvou milhões de vidas desde que começou a ser usada para combater infecções bacterianas. Hum, ponto pro Verne. Também não teríamos chegado à lua, não teríamos satélites e nem esse blog aqui…..rs.

Ai, todas essas informações quase fundiram minha cabeça. Mas foi bom, fiquei pensando, pensando e cheguei a conclusão que a ciência e a tecnologia não são os problemas realmente. A grande complicação é que a gente começa a ficar tão encantado com isso que esquece que essas coisas são feitas/fabricadas por nós mesmos. Por isso eu comecei a compreender o que minha tia me disse outro dia, que os cientistas cada vez mais começam a se preocupar com o impacto de suas invenções na vida da gente e, ao mesmo tempo, é importante que todo mundo conheça a ciência para ajudar a definir de maneira responsável e com conhecimento de causa, os rumos que ela deve seguir.

Nossa, fui longe né?rs….Mas voltando ao assunto inicial, tanto o Wells como o Verne foram e ainda são geniais e se não fosse pela influência e pelo fascínio que as obras deles exerceram em mim, não estaria falando sobre todas essas reflexões aqui.

Bom gente, acho que é isso e, aproveitando essa data, deixo aqui um agradecimento ao grande Júlio Verne por ter aguçado minha curiosidade científica e dizer tb que embora ele tenha partido há muito tempo, na minha imaginação ele e seus personagens continuam bem vivos :))))

P.s.: Espero os comentários viu gente!

Anúncios

4 Respostas to “Uma conversa de J. Verne com H.G. Wells”

  1. Frederico J. março 25, 2011 às 12:04 pm #

    Cara amiga, é bastante curioso você citar Verne e Wells pois eles tinham uma certa rivalidade mas também uma certa admiração um pelo outro. Aliás, Verne refere numa entrevista que Wells é o escritor vivo (na altura) que mais admira.
    No entanto, explica as suas diferenças em duas entrevistas que lhe fizeram, em 1903 e 1904, na sua casa, que eu disponibilizei lá no blog. Deixo aqui dois interessantes excertos:

    Era inevitável, então, que falássemos sobre Herbert George Wells.
    “Sabia que ia pedir-me que falasse sobre esse tema” – disse – “Enviaram-me seus livros, e eu os li. É algo muito curioso, e devo acrescentar que é muito ao estilo inglês. Porém, não vejo possibilidade alguma de comparação entre seu trabalho e o meu. Não trabalhamos da mesma forma. Suas histórias não repousam em bases científicas. Não, não há nenhuma relação entre seu trabalho e o meu. Eu faço uso da Física, ele a inventa. Vou à Lua num projétil, disparado de um canhão. Não há aqui invenção alguma. Ele vai a Marte numa aeronave feita com um metal que anula a lei da gravidade. Tudo muito bonito, mas” – diz Verne, animadamente – “mostre-me esse metal. Que ele o fabrique”.

    No ano seguinte, Verne volta a falar de Wells:

    “As criações do senhor Wells, pertencem a uma época e grau de conhecimento científico bastante distante do presente, para não dizer completamente além dos limites do possível. Não só elabora os seus sistemas a partir do domínio da imaginação, como também os elementos que servirão para as construir.
    Por exemplo, na sua obra Os primeiros homens na Lua lembram-se que introduz uma substância anti-gravitacional completamente nova, da qual não conhecemos a mínima pista sobre o seu método de preparação ou real composição química? Tampouco faz referência ao conhecimento científico actual que nos permita, por um momento, imaginar um método pelo qual se possa alcançar um resultado semelhante.
    Na A Guerra dos Mundos, uma obra pela qual sinto uma grande admiração, deixa-nos novamente às escuras no que respeita à natureza real dos marcianos, ou à forma em que fabricam o maravilhoso raio térmico com o qual provocam grande estrago entre os seus opositores. ”

    “Que se tenha em conta”-continuou Verne- “que ao dizer isto não estou a questionar, de forma alguma, os métodos do senhor Wells; pelo contrário, tenho um grande respeito pelo seu génio imaginativo. Apenas estou a expor os contrastes que existem entre os nossos dois estilos, e estou a apontar as diferenças fundamentais que existem entre eles e desejo que se entenda claramente que não expresso nenhuma opinião sobre a superioridade de um sobre o outro.”

    Link de todas as entrevistas:
    http://jvernept.blogspot.com/search/label/Entrevistas

    Cumprimentos
    Frederico J.

    • Laura março 25, 2011 às 8:57 pm #

      Oi amigo Frederico!
      Muito obrigada pela dica das entrevistas, uma conversa real entre o Julio Verne e o Wells para complementar as minhas viagens, né? Viu, de certa forma e meio sem querer, prestamos nossa homenagem a Verne aqui no blog no aniversário de sua morte! E fiz uma outra ligação a partir do seu comentário: você falou da Guerra dos Mundos, e pela primeira vez eu liguei H. G. Wells com Orson Welles, quando pensei que, apesar da falta de precisão científica, bem que convenceu bastante gente quando o Welles adaptou o texto do Wells pro rádio, né? Adoro essa história, meu avô já me contou mais de mil vezes como todo mundo acreditou que a Terra estava sendo invadida por extra-terrestres mesmo, mas eu nunca me canso de ouvir!
      Meus cumprimentos também!
      Laura

  2. PA março 27, 2011 às 7:58 am #

    Laura

    Só na internet que gente pode achar um filme como esse do H.G. Wells. Aquela coisa de um homem cachorro será que é partedas experiências do Dr. Moreau na tal ilha? Engraçado se o Júlio Verne imaginou que o homem viajaria à Lua, Wells me lembrou que o Dr. Mengele, aquele que morreu no Brasil, foi o médico nazista que fez experências com seres humanos para comprovar a superioridade da raça pura ariana. A ficção e o pensamento fabricam o futuro? Pensando o futuro a gente pode determinar o futuro? Que loucura………..

    • Laura abril 5, 2011 às 10:51 pm #

      Olha PA, a ficção eu não sei não, mas que o meu pensamento tá me ajudando a construir um futuro, isso tá!!! E a entender o passado também, de certa forma… Sabe, eu gosto de acreditar que o futuro é a gente que constrói sim, e sempre que não gosto de alguma coisa, ou fico indignada com outra, fico pensando em como eu posso mudar essa coisa, seja pra mim mesma ou alguma coisa maior, melhorar o mundo, por exemplo… Lembra que eu fui no posto tomar vacina com o meu avô? Então, desde aquele dia fiquei pensando um monte de jeitos de como eu poderia ajudar nas campanhas de vacinação, e quem sabe se eu conseguir colocar esse meu pensamento em prática eu consiga mudar o futuro um pouquinho… Pelo menos tô usando meu pensamento pra uma coisa boa, né? Como você disse, ele também pode ser usado para coisas terríveis, então a gente tem de continuar pensando bastante que é pra prever até essas coisas ruins e tentar achar uma solução a tempo, não é? Mas agora eu vou é pensar em um ovo de Páscoa gigante, quem sabe não vira verdade (rs)? Beijinhos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: