Paradoxo

8 abr

Oi pessoal,

Olha só, hoje quase que eu quebro o outro braço! Estava eu correndo atrás do Marquinho e atropelei o prof. de física…..hahaha, quase foi todo mundo pro chão. Não aconteceu nada mais grave, mas o prof. me falou uma coisa de um tal de Aquiles e um negócio de tartaruga. Nem preciso dizer que não entendi nada né? Bom, mas eu fui correndo perguntar pro prof. Pedro. Expliquei td direitinho e ele disse que o que o Prof. Ricardo disse tinha algo a ver com o Paradoxo de Zenão.

Imagina, eu já não sabia nada do Aquiles e tartartaruga que dirá desse tal de Zenão! Pra falar a verdade eu nem sabia direito o que era um paradoxo, mas o pedro, como sempre começou do começo…..hahaha.

Bom, ele me disse que um paradoxo é alguma coisa que apesar de parecer verdadeira, é cheia de contradição, como essa figura doida que eu coloquei no post…..rsrsrs. Para exemplificar isso, o Pedro até cantarolou um trecho de uma música do Almir Sater e do Renato Teixeira. Essa aqui ó:

Você perceberam, ela começa assim: “Ando devagar porque já tive pressa”. O Pedro disse que a frase faz sentido dessa forma, porque o cantor  diz que anda devagar porque um dia  já teve pressa, ou seja,  quer dizer que aprendeu que as coisas devem ser feitas com mais calma.Mas se a gente mudar a frase   e disser “ANDO DEVAGAR PORQUE TENHO PRESSA” seria um paradoxo, afinal quem tem pressa anda rápido!  

Bom, até entendi essa explicação do Paradoxo, mas aí tem o negócio do tal do Zenão, que é esse da estatua aí de baixo:

Esse Zenão era uma daqueles filósofos gregos meio doidões e ao mesmo tempo brilhantes. Ele era tipo especialista em criar paradoxos baseados na lógica e um deles fala da corrida do Aquiles com a Tartaruga. O negócio é mais ou menos assim:

Se o Aquiles fosse apostar uma corrida  uma tartaruga e ela tivesse uma vantagem de largar na frente, o Aquiles nunca iria alcançá-la. Para a gente entender, vamos supor que eles vão competir em uma corrida de cem metros, só que a tartaruga largaria 80 metros a frente do Aquiles.  A  velocidade do Aquiles é de vezes maior que a da tartaruga. Então, enquanto ele percorre os 80 metros que o separavam da tartaruga, ela já teria andado mais oito metros. Então quando ele percorre os oito metros, ela já andou mais 80 centímetros. Quando ele percorre esses 80 centímetros, ela já teria percorrido mais 8 centímetros. Quando ele percorre esses oito centímetros, ela já teria percorrido 8 milímetros e assim, sempre que ele percorresse a distância que os separava, a tartaruga já teria andado um tantinho a mais e, por isso, ele correria infinitamente sem nunca alcançá-la! Como na figura:

Massa né? Só que apesar dessa lógica estar totalmente certa, o Pedro disse que não se aplica á realidade! Ahhh, mas se você quer saber vai ter que esperar meum próximo post ou ouvir minha próxima aventura….hehehe.

Bom, por hj é só gente! Bjks e até… :)))

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4 Respostas to “Paradoxo”

  1. Alessandra abril 8, 2011 às 8:31 pm #

    =) bacana!

  2. PA abril 15, 2011 às 2:54 pm #

    Laura
    Fiquei encucado com essa história e fui perguntar para a Tako, minha professora de Matemática essa história da tartaruga ganhar a corrida. Ela me disse para separar a corrida do Aquiles e da tartaruga. Ai eu entendi Aqulies: 80m+8m+80cm= 88,80m Tartaruga 8m+80cm+8mm=8,88m. Como a tartaruga saiu 80m na frente, rapidinho ambos atingem 88,88888m com quantas aproximações a gente conseguir medir. Depois desse tempo infinitamente pequeno medido por qualquer relógio real o Aquiles passa que nem uma flexa pela trataruga e num tempo infinitamente menor chega á linha de chegada. Fiquei encucado novamente com a relatividade do tempo infinito. Sera que existe infinitamente pequeno e infinitamente grande?

    PA

    • Laura abril 18, 2011 às 6:31 pm #

      Puxa PA, agora eu entendi um pouco mais essa história toda! Valeu!
      E fiquei pensando na sua pergunta… Me parece que o infinitamente grande existe sim, que as coisas podem sempre ser um pouco maiores, mas que infinitamente pequeno não dá não, que deve existir um limite… Mas, como lembrava do professor ter falado alguma coisa sobre o conceito de limite, naquela nossa discussão sobre o Zenão, fui pesquisar um pouco mais, e aí me enrolei toda de novo… A coisa tem a ver até com o meu amigo Newton, que definiu o limite assim: “Quantidades, e as razões de quantidades, as quais em qualquer tempo finito convergem continuamente para igualdade, e antes do final daquele tempo se aproximam entre si por qualquer dada diferença, tornam-se iguais no final.”. Vi uma outra definição, meio parecida, que dizia algo a respeito de uma incógnita que tende a um determinado número… Oras, pra mim um número é um número, como é que algo pode não ser o número mas tender a um número?
      Você consegue entender isso e, ainda por cima, me explicar (rs)? Meu pai me viu enrolada com essa coisa toda e disse que se eu quiser mesmo ser cientista, provavelmente vou ter de estudar cálculo na faculdade, e aí vou entender isso… Fiquei um pouco preocupada mas, por outro lado, muito, muito curiosa para entender melhor!!!

Trackbacks/Pingbacks

  1. O futuro « viagensdalaura - maio 5, 2011

    […] Eu já sou uma viajante do tempo e qualquer um pode ser, é só imaginar! Foi assim que fui pra Grécia Antiga, conhecia o Darwin, o Mendel, o Lavoisier! Foi imaginando o futuro exatamente como fazia o Júlio […]

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