Oi pessoal, td bem?
Bom, hoje meu post é sobre um lugar fantástico que eu conheci durante uma atividade de educação ambiental lá da minha escola. O nome desse lugar é Estação Ecológica de Jataí e fica em uma cidade chamada Luiz Antônio, no Estado de São Paulo. Bem, mas você deve estar se perguntando o que é uma Estação Ecológica, né? Então vamos lá, as estações ecológicas são Unidades de conservação de proteção integral, ou seja, nada, mas nadinha mesmo pode ser retirado lá de dentro. Além disso, a entrada de pessoas também é restrita, e isso só ocorre em atividades de educação ambiental — como a da minha escola — ou em atividades de pesquisa.

A área total do Jataizão — como o pessoal mais antigo de lá chama — é de 9.074,63 hectáres, o que representaria mais ou menos uns 10 mil campos de futebol. A área era uma antiga fazenda de café e de gado e, posteriormente, foi transformada em área de preservação. A vegetação que cobre toda essa área é composta por cerrado — principalmente o chamado cerradão –, matas ciliares e áreas alagáveis. Os pesquisadores que encontramos por lá disseram que é justamente pela existência desses diferentes ambientes que a estação ecológica apresenta uma biodiversidade tão grande. Lá no Jataí tem onça-parda, jaguatirica, lobo-guara, tamanduá-bandeira e um montão de outros animais. O jataí também tem uma grande quantidade de lagoas marginais que servem como criadouros de peixes e milhares de insetos como essa borboleta que gostou da minha mão

O mais incrível é que essa baita matona fica em uma região onde quase toda a paisagem é dominada pela monocultura de cana, o que acaba trazendo muitos problemas para própria existência do Jataí.
Bom, andei dando uma pesquisada e descobri que existem mais de 200 trabalhos científicos publicados sobre as pesquisas realizadas nessa estação ecológica, é só dar uma procurada com o buscador que vocês podem achar. Ah, tb descobri que além de ser uma área com uma riqueza ambiental tão grande, ela tb tem muitos aspectos históricos bacanas, como por exemplo a história do Dioguinho, que era uma espécie de cangaceiro que atuava por lá no final do séc. XIX, é esse da foto aí embaixo:

Durante o nosso passeio por lá até visitamos a chamada “Cruz do Diogo” que o pessoal mais antigo de lá explicou que é onde está enterrado o irmão do Dioguinho — morto em um confronto com a polícia. Além dessa história, tb conhecemos as ruínas do Porto Jataí, que fica na beira do rio Mogi-guaçu e sevia para as barcas à vapor que transportavam café se abastecerem. Nossa…mas tem muito mais história, os pesquisadores disseram que quem as contou foram dois antigos moradores de Lá, o Seu Horácio e o Tiãozinho, mas os dois já não estão mais vivos, uma pena, gostaria muito de ter conversado com eles, afinal o pessoal disse que eles conheciam aquilo como a palma da mão deles!
O passeio foi o máximo e aprendemos tanta coisa que nem cabe em um post só. Prometo que vou fazer outro posta sobre o Jataí
Bom, quem quiser saber um pouco mais pode acessar o blog da Estação Ecológica:
Estação Ecológica de Jataí
Ou assistir o vídeo:
Biodiversidade: Estação Ecológica de Jataí
Bom, pra encerrar eu deixo um desafio pra vcs….hehehe. Quero saber se alguém consegue me dizer o nome científico desse lindo insetinho que estava escondido na folhagem:

Bom, é isso gente! Quem souber responder minha perguntinha é só deixar um comentário. Em breve escrevo mais sobre o Jataí
Bjks
LAU
Tags:biologia, Ciência, Dioguinho, Educação Ambiental, Estação Ecológica de Jataí, Jataí, meio ambiente, Unidades de Conservação